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BOLETIM INFORMATIVO
ANO VIII
Nº 10 - 2. Série Jul/Ago 2003
Editorial
OGRLÊKH
Cá
estamos, regressados de férias e com um novo ano de trabalho
pela frente.
Recomeçamos em cheio com a exposição fotográfica da
Arquitecta Fabienne Louyot sob o título Cores da
Índia: Um Olhar sobre a Obra de Charles Correa e a
realização de diversas iniciativas paralelas durante o mês
de Outubro, mais precisamente de 2 a 26. É uma iniciativa
conjunta da Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Sul com
a Casa de Goa, no âmbito da celebração do Ano Nacional da
Arquitectura. É para nós um enorme prazer acolher esta
exposição, não só por ser sobre quem é, e por dar início a
uma colaboração, que desejamos longa e proveitosa, com a
Ordem dos Arquitectos, mas também porque é pela primeira vez
que vamos utilizar o Museu da Casa de Goa para uma
iniciativa aberta ao público.
Da
Diáspora chegam-nos ecos de como Judy Luis-Watson
conseguir por os americanos a cantar em konkani, com uma
adaptação do dekhnni Hanv Saiba Poltoddi Vetam ao
Han Saiba.Blues., enquanto que, em Goa, a
Fundação Oriente organiza uma série de conferências sobre
diversos temas de interesse.
Em Memórias da Nossa Terra, Francisco Sá continua a
escrever sobre a circulação da moeda na ex-Índia Portuguesa
e em Traços do Folclore Goês, Susana Sardo dedica uma
sentida homenagem, à qual a Direcção se associa, à memória
do Dr. Carmo Azevedo.
A página da
Poesia
é dedicada por Willie da Cunha à Maim-Bhas Konknni e
na
Página Jovem,
Carina Henriques promete que há-de voltar a Goa logo que
possível!
Na rubrica Entre Nós, poderão encontrar várias
informações úteis, designadamente sobre urbanizações em Goa,
sobre o livro
Patrimónios Mundiais com selo em português
em quatro
continentes,
editado pela empresa CTT Correios de Portugal, com um
capítulo dedicado a
Igrejas e Conventos de Velha Goa. Nesta rubrica, a nossa
sócia Maria Sampaio faz, ainda, o relato da visita guiada ao
Museu Nacional de Arte Antiga.
Em Setembro, a Casa de Goa, associa-se, com o maior gosto, à
celebração do Goa World Day 2003, disponibilizando as
suas instalações para a realização de algumas das
actividades programadas pela equipa organizadora. Ainda
neste mês, um outro olhar sobre Lisboa
levar-nos-á ao núcleo histórico de Carnide e à conhecida
Feira da Luz. E, em Outubro, vamos ter uma Conversa ao
Balcão.
Já para Novembro fica o convite para a participação de todos
na Sessão de homenagem ao Maestro António de Figueiredo,
cujo 100º aniversário de nascimento se comemora este ano.
Desejamos que todos os que conheceram o Maestro e conhecem a
sua obra, dêem o seu testemunho, participando, ainda, no
coro que irá interpretar algumas das suas obras.
Passamos a divulgar, a partir de agora, em conjunto com o
Boletim, a Newsletter da Goa Sudharop Community Development
Inc. sediada nos EUA. È uma forma de reforçar os laços com a
diáspora.
Na sequência da informação divulgada no último Boletim, e
nos termos das últimas alterações estatutárias, está em
curso a actualização dos ficheiros de sócios, mediante
um contacto personalizado com todos os sócios com quotas em
atraso. Apelamos à vossa colaboração, para que, de futuro,
os ficheiros correspondam à realidade do universo
associativo.
A Direcção
TRAÇOS DO FOLCLORE GOÊS
GÕYCHEA LÔKVEDACHÊR NODOR
Ao Dr. Carmo Azevedo, porque as palavras não choram
Uma
rubrica sobre folclore de Goa não poderia deixar de registar o
recente desaparecimento de um dos intelectuais goeses que mais
se preocupou com o folclore e a etnografia, o Dr. António do
Carmo Azevedo (11/02/1913 – 11/08/2003). Verdadeiro bibliófilo,
num contexto onde a cultura do livro está, infelizmente,
bastante ausente, o Dr. Carmo Azevedo assinou, muito
provavelmente, a maior colecção de artigos sobre os mais
variados aspectos do folclore – desde a música, à dança, aos
modos de vestir, de festejar, de comer, de comunicar – e
construiu uma biblioteca invulgar, pontuada aqui e ali por
algumas raridades, que doou à Universidade de Goa, aspecto que
não só destaca como confirma a visão aberta e universalista que
detinha sobre o conhecimento. “Os nossos livros – dizia –
de nada servem fechados em casa”.
Não
existem textos impessoais mas este, perdoar-me-ão, é um texto
manifestamente pessoal, um texto duas vezes enlutado: pela perda
de uma personalidade ímpar no contexto cultural de Goa, a quem
nem Goa, nem a Índia nem Portugal reconheceram em vida a
merecida importância, e também pela perda de um amigo. Porque de
amigos me falou também o Dr Carmo Azevedo, tantas e tantas
vezes. Dos seus amigos, das suas memórias, fiéis repositórios de
lealdades, de admiração profunda, de algumas antipatias, nomes e
nomes que para mim eram apenas referencias distantes, de repente
ali tão perto: Miguel Torga, João José Cochofel, Fernando
Namora, Almada Negreiros, Pessoa...
De poesia era feito o
universo pessoal do Dr. Carmo Azevedo. Uma poesia herdada
provavelmente dos tempos de Coimbra, dos passeios pelo Choupal,
pelo Penedo da Saudade, tempos em que a academia era apenas o
privilégio de alguns, dele também, e em que Goa distava de
Lisboa dias e dias de mar. Tão português como os portugueses,
mais indiano do que os indianos, num permanente estado de
conciliação com Goa, António do Carmo Azevedo guardou sempre,
aqui e ali, alguma nostalgia não de um passado, que ele próprio
não encontrava nem procurava, mas de uma outra ordem, de uma
outra ética. De um tempo em que as pessoas continham em si, e no
modo como se relacionavam, a própria estética e a poética da
vida.
Ao
Dr. Carmo Azevedo devo muito do que aprendi sobre Goa, sobre a
Índia, sobre a condição humana num mundo tantas vezes difícil e
adverso, sobre a necessidade de se acreditar e de lutar por um
ideal mesmo que isso nos custe a liberdade. Aprendi também que o
saber não nos pertence e que é, pela sua própria natureza, uma
permanente fonte de dúvidas e de interrogações. E que não há,
como pensei que ele fosse, homens de saber enciclopédico. “Não
se escreve uma linha sem se visitar a fonte” – disse-me um
dia – sem confirmar os seus dados na Biblioteca Central. Aí
fomos colegas de carteira. Eu como aprendiz, ele como mestre. A
música e a cultura goesas como interesse comum.
Porém, mais importante do que todos os atributos, publicamente
reconhecidos, nos diferentes domínios da história, da literatura
e da cultura goesa, deixem-me destacar aqui aquele que mais me
liga à memória deste homem que sobreviveu a 90 anos de
irreverência, aparentemente despojado de sentimentalismos e de
lágrimas: a capacidade que tinha de guardar para os amigos os
espaços mais nobres da sua vida. Tive o privilégio e a
felicidade de lhe conhecer esse lado, de o ter junto de mim dias
e dias seguidos, sentado à minha cabeceira, não como médico, que
também era, mas como amigo, tantas vezes calado, aquecendo-me
com o seu olhar paternal, tantas outras desfiando histórias e
histórias do seu passado, histórias de Goa, de Coimbra, de Diu,
histórias de tesouros, de mitos, de credos, histórias de amor,
em português, claro, um português impoluto, sem sotaque, de uma
invulgar erudição.
Saudades desse tempo, muitas. Saudades do Dr. Carmo Azevedo,
todas. E uma necessidade enorme de registar aqui a minha
homenagem sentida a um homem cuja importância ultrapassa em
muito as fronteiras de Goa e da própria Índia. Porque as
palavras não choram, bem haja Dr. Carmo Azevedo, por tudo o que
nos ensinou, por tudo o que nos legou e por me ter dado o
privilégio da sua amizade.
Bibliografia não exaustiva do autor sobre música goesa
AZEVEDO, António do Carmo,
S/d
Um "Brinco" do Carnaval, Panjim, (Mss. Dact.).
S/d
Canções Típicas de Goa e Damão, Mss. dact., autor,
Panjim, s/d.
S/d "Western
Influences in Goa", in
Goa's Own.
1966 "O II Festival de Mando Marcou Assinalável Vantagem
Sobre o I", in A Vida, Margão, 18 Set.
1966 "O Mando: Documento Psicológico, Etnográfico, Etológico,
Sociológico e Histórico”, in A Vida, Margão, 23 e 24
de Set.
1966 "Um Filho Pródigo Regressa Hoje à Casa Materna" (sobre o
Festival de Mandó em Margão), in A Vida, Panjim, 25
de Setembro
1966 "O II Festival de Mando - Uma Apreciação", in A
Vida, Panjim 23, 25 e 29 de Nov
1968 "Mando
and Dulpods", in Nahvind Times, Panaji, 10 Nov.
1968 "Dekni",
in Nahvind Times, Panaji, 17 Nov.
1968 "Mando
- Its Past, Present and Future", in Nahvind Times,
Panaji, 15 Dez.
1968 "Mando
Festivals - Are They In The Right Track ?", in Nahvind
Times, Panaji, 29 Dez.
1972 "The
Folksongs of
Goa",
in Nave Parva, Rev. Dir. Inf. & Turism, Panjim.
1974 "The
Folk Songs of
Goa",
in Souvenir of the 7th Mando Festival, Panaji
1975 "Mando
and Dekni, Two Folksongs and Dances of
Goa",
in Nahvind Times, Panaji, 16 Nov.
1975 "A
Propos The Mando Festivals", in Nahvind Times, Panaji,
30 Nov,
1975
"Carnival in
Goa",
in 1rs Street Dance, Carnival 1975, Panjim.
1980 "Os Alfobres da Cultura Goesa", in Old is Goa,
Panjim, Clube Nacional.
1982 "Santos Populares Portugueses em Goa", in
Souvenir do Clube Nacional, Panjim.
"Carnival
Festival",
in Souvenir of Carnival - Sigmo, Panjim
Susana
Sardo
MEMÓRIAS DA NOSSA TERRA
AMCHEA GANVCHEÔ IADI
CIRCULAÇÃO DA MOEDA
NA EX-ÍNDIA PORTUGUESA
(Continuação)
Para
além das moedas portuguesas circularam também Pagode de
ouro (da India), Larins de prata (da Persia) e Reales
ou Pataca (da Espanha)
Em
1606 o Vice-Rei D. Martim Afonso de Castro mandou recolher os
Bazarucos de cobre cunhados em Baçaim, Damão e Goa, e
substituí-las por Bazarucos de estanho.
Quando D. João IV (1640-1656) subiu ao trono após a
independência de Portugal, o Vice-Rei João Tello de Meneses
mandou substituir nas moedas Xerafim, 1/2 Xerafim, Tanga
e 1/2 Tanga, a imagem de S. Filipe por S. João, que o
Vice-Rei D. Filipe de Mascarenhas mandou alterar para Cruz de
Cristo.
Entre 1640 e 1706 foram cunhadas:
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|
São Tomé
|
Ouro |
|
|
São Tomé
(5 Xerafins) |
Ouro |
|
|
2 Xerafins |
Prata |
|
|
1 Xerafim
e ½ Xerafim |
Prata |
|
|
2, 1 ½ Tanga
|
Prata |
|
|
4, 2 e 1 Bazaruco |
Cobre |
De
1706 a 1750 foram cunhadas:
|
São Tomé (10 Xarafins)
|
Ouro |
|
São Tomé (2 ½ Xerafins) |
Ouro |
|
1 Xerafim
|
Ouro |
|
1 Xerafim |
Prata |
|
Rupia |
Prata |
|
Pardau e ½ Pardau |
Prata |
|
Tanga e ½ Tanga |
Prata |
|
20, 15, 10, 7½ e 5 Reis |
Cobre |
|
15, 10, 7½, 5, 2, 1
Bazaruco |
Estanho |
|
8 (15 Bazarucos), 3 e 1 Roda* |
Estanho |
|
1, ½ , ¼
e 1/8 Atiá** |
Cobre |
(*por o cunho fazer
alusão à roda de Santa Catarina, padroeira de Goa)
**(1/4 de Atiá era
conhecida por Dugni)
Entre 1762 e 1861 foram cunhadas as seguintes moedas e em 1828 a
Casa de Moeda de Goa foi transferida da Velha Cidade para
Panjim:
|
|
12,
8, 4, 2 e 1 Xerafim |
Ouro |
|
|
½ Xerafim |
Prata |
|
|
1, ½
e ¼ Tanga |
Cobre |
|
|
60,
30, 20, 12, 10, 6 e 2 RÉIS |
Cobre |
|
|
9, 4 ½, 3 e 1 ½ Reis |
Cobre |
|
|
XII, VI, IV e II Réis |
Estanho |
No
reinado de D. Luís I foram cunhadas nas oficinas de Goa,
Bombaim e Calcuta:
|
1,
½, ¼, 1/ 8 Rupia |
Prata |
|
1 ½, ¼ e 1/8 Tanga |
Cobre |
|
10, 5 e 3 Réis |
Cobre. |
Em
1870 o Governador Januário Correia de Almeida, achando que a
moeda de Goa já não correspondia a evolução daquele Estado, por
Port. de 26-05-1871, extinguiu a Casa da Moeda de Goa e em
Novembro do mesmo ano regulamentou a importação e exportação da
moeda e o recurso a oficinas estrangeiras de tecnologia
avançada.
Em
26-12-1878 houve um Tratado Luso-Britânico e em Abril de 1880
foi assinada uma Convenção entre os Governos da Índia Portuguesa
e Índia Britânica sobre pesos, medidas e moedas donde resultou
um sistema métrico e monetário renovado, com troca da moeda
antiga pela nova a partir de Maio de 1881, e introdução em
1-10-1883 de notas, fabricadas em Londres, do valor de
5, 10, 20, 50, 100 e 500 Rupias, da responsabilidade da
Junta da Fazenda, ao abrigo da Portaria de 27-9-1883.
No
reinado de D. Carlos I (1899-1908) foram cunhadas, em
Lisboa:
|
1000, 500 e 200 Réis |
Prata |
|
1 Rupia
|
Prata |
|
½, ¼, 1/8
e 1/12 Tanga |
Cobre. |
Em
1896 o Vice-Rei D. Afonso Henriques mandou cunhar a Moeda
Comemorativa do 4º Centenário da Descoberta da Índia.
Nesse mesmo ano, o Governador João António das Neves Ferreira
ordenou a recolha das notas atrás referidas e por Dec.
Provincial autorizou a emissão de notas do valor de 5,
10, 20 e 50 Rupias, fabricadas pela Imprensa Nacional de
Nova Goa, que entraram em circulação em Janeiro de 1897 e foram
retiradas em 1900. Entretanto entraram em circulação em Novembro
de 1899 novas notas da Imprensa Nacional de Nova Goa do
valor de 5, 10, 20 e 50 Rupias, que foram retiradas em
Março de 1907.
Após a implantação da República foram cunhadas as seguintes
moedas:
I República:
1 Rupia de prata.
II
República:
1 e ½ Rupia de prata, 1, ½ e ¼ Rupia de
cupro-níquel, 4, 2 e 1 Tanga de cupro-níquel e 1 Tanga
de bronze.
Em
1958 entrou em vigor o novo sistema monetário em Escudos e foram
cunhadas em Lisboa, em 1958 e 1959 moedas de: 6, 3 e 1 Escudo
de alpaca, 60 Centavos de Alpaca e 30 e 10
Centavos de bronze.
Em
1961 foram cunhadas apenas moedas de 10 Centavos de
bronze, e foi a última emissão em moeda metálica.
(continua)
Francisco de Sá
Rectificação
No
último parágrafo da primeira coluna do artigo publicado no
número anterior em vez de “reconquistou-se a 25 de Dezembro...”
deve ler-se “reconquistou-se a 25 de Novembro...”
DA DIÁSPORA…
PORDESANTLEÔ KHOBRÔ...
AMERICANS SING IN
KONKANI
For
the first time, on June 8, 2003 in Maryland, USA, BluesWorks
and friends presented "Songs of Change and Promise," a new
cross-cultural concert that I produced in part with a small
artist's grant from Prince George's Arts Council.
Held at a relatively new library, the room filled up to
capacity with mostly adults and a few well-behaved children
who seemed content to listen to the entire 90-minute concert.
This was the most culturally diverse audience we've probably
ever had and it was good to see about a dozen Goans including
an elderly lady and a Tanzanian-Goan visiting from London.
In addition to blues and jazz, we featured Malaika in
Kiswahili, Gracias a la Vida in Spanish, the Cuban
instrumental Cumbanchero and Hanv Saiba.Blues. I
composed this bluesy version of the original folk song Hanv
Saiba Poltodi Vetam for the London-based Goan Musical
Society. Hanv Saiba.Blues has been performed twice in
London, but this was the first time we performed it.
My brief introduction included a little historical information
about Goa, the cultural context of Konkani, and the original
song's story. For this tune, we had six musicians: Paul Watson
(mandolin), Mark Puryear (acoustic guitar), Andra Faye Hinkle
(violin), Jaamin' Tempo tambourine), me (keyboard), and Gil
Vaz (bongos) - yes, the same great drummer who performed with
the Jazz Swingers in Dar during the 1950s and 60s.
I sang the first verse to give the audience an idea of the
traditional song and the language. This was the first time I'd
performed a song in Konkani and it felt good to claim this
piece of my heritage. Paul and I did a call and response with
ghe ghe ghe saiba maka naka go. The Goans in the room
were tickled and it was nice to see them look so happy. After
this introduction, we paused while Gil kept the beat going
on the bongos and then we went into the bluesy
instrumental. The whole piece sounded wonderful. When we ended
it, I asked the crowd to sing the call and response, the women
singing ghe ghe ghe saiba and the men singing maka
naka go. It was quite a scene and the audience had fun
singing in a language that was new to them.
A crowd of Americans and friends singing in Konkani in the
U.S. How about that for celebrating World Goa Day? Speaking of
which, I did dedicate Hanv Saiba.Blues to the
celebration of World Goa Day as London-based organizer Rene
Barreto suggested.
Thanks to the Toronto crew: my ever-ready dad and mom (Jerry
and Eva Luis) who faxed the words to me and translated them
with help from Cajetan Gonsalves and his friend Bernadine
Fernandes, and to my cousins Henry and Edwin Saldanha who I
can always count on – they helped me to better understand the
original song.
I am so happy I had an opportunity to produce this concert, to
make music with BluesWorks and friends, to bring joy to our
audience and educate them a little, and honor the many
cultures and some of the artists who've inspired me over the
years.
Pete Seeger, the much loved American folk singer, songwriter,
political activist, and a believer of building understanding
and community through music, would be happy.
Peace,
Judy Luís-Watson
DE GOA
GÕYCHEÔ KHOBRÔ...
Conferências
da delegação da Fundação Oriente em Goa
A
delegação da Fundação Oriente na Índia (oriente@sancharnet.in)
tem estado a realizar uma série de conferências no período de
Agosto a Novembro de 2003. O horário é das 18.00 às 19.30 horas.
14 Aug 2003
Introduction and a historical overview of Indo-Portuguese
literature
Dr
Carmo D'Souza, Prof Manohar Rai Sardessai e Dra Pratima Kamat
21 Aug 2003
Goa in Portuguese Literature
Profª Maria do Céu Barreto
27 Aug 2003
Adeodato Barreto: The Goan poetic flavour in Indo-Portuguese
poetry
Profª Isabel
Santa Rita Vaz
3 Sept 2003
Francisco Luis Gomes: In the land of Brahama
Dra Maria Aurora Couto
9 Sept 2003
Goa
in sixteenth century Portuguese chronicles
Dra Ana Paula Menino Avelar /
Universidade Aberta, Lisboa
17 Sept 2003
Nascimento
Mendonça: Through the Mythical Ayodya
Dr
Bailon de Sa
1 Oct 2003
Fanchu Loyola: Fearless Writings
Dr
Carmo D'Souza
8 Oct 2003
Laximanrao Sardessai: Poetry clad in Portuguese
Prof Manohar Rai Sardessai
15 Oct 2003
Menezes Braganca: Head and shoulders above others (Maior de
todos)
Dr
Manohar S Usgãocar
22 Oct 2003
Floriano Pinto: The Breeze from the Mandovi, Gyp: Jacob and
Dulce; The Konkani flavour on Goa's spoken Portuguese
Prof Dr Olivinho J F Gomes
29 Oct 2003
Alvaro da Costa: Journalism, a family commitment
Dr. Alexandre Moniz Barbosa
5 Nov 2003
Prof Manohar
Rai Sardesai, on the Portuguese face of his Konkani poems
19 Nov
2003
Concluding
panel discussion
PÁGINA JOVEM
TORNNATTEANCHEM PAN
GOA... ATÉ AO MEU REGRESSO
A
primeira vez que estive em Goa tinha 4 anos e, portanto, vagas
são as memórias. No entanto, sempre tive este sonho de ir
conhecer melhor o local de origem dos meus antepassados. E eis
que chega a ocasião em Dezembro de 2002 e por um período de um
mês e meio.
Existem pessoas que são mais orientadas para a famíllia e eu
considero-me uma dessas. E, por isso, o motivo principal da
minha viagem foi ir ao encontro dos inúmeros familiares que já
conhecia tão bem de nome por ouvir falar deles em casa, mas
que nunca tinha tido o prazer de conhecer pessoalmente.
Os meus avós maternos
e paternos emigraram para Moçambique onde cresceram os meus
pais. Infelizmente, nunca pude satisfazer a minha curiosidade
sobre Goa porque os meus avós faleceram quando eu ainda era
adolescente. Assim sendo esta foi uma excelente oportunidade
de procurar respostas a muitas das minhas perguntas!
Uma das mais importantes era sobre a minha linhagem. À medida
que conhecia cada familiar, levava o meu caderninho de
apontamentos e, pouco a pouco, ia percebendo quem era quem e
já conseguia ir acompanhando o raciocínio de ‘cujo filho
é...’. Agora que me considero informada, posso partilhar todas
as coisas que aprendi com o meu irmão, os meus primos e
mostrar as fotografias e associar nomes a caras que torna as
coisas mais fáceis e mais apelativas!
Eu tinha a esperança de aprender qualquer coisa de Concani
enquanto lá estive, mas tal não aconteceu! As pessoas das
gerações mais velhas falavam comigo num português perfeito e
os mais novos em inglês! Penso que, mesmo que a língua
portuguesa tenha tendência a desaparecer, a herança da cultura
portuguesa irá continuar muito presente.
Temos o exemplo da arquitectura de Velha Goa, a “Roma
Oriental” com todos os monumentos como a Basílica do Bom
Jesus, a Igreja e Convento de São Francisco de Xavier entre
outros.
É bastante evidente em todos os lugares a mistura das culturas
portuguesa e indiana. Seja pelo facto de se poder ver cruzes
na beira das estradas colocadas por goeses cristãos ou
pequenos altares hindus espalhados um pouco por toda a parte.
Ninguém pode ficar indiferente às lindas paisagens de Goa que
a tornam num importante pólo turístico. Que o digam os muitos
estrangeiros que vêm de longe para apreciar tal beleza ou
mesmo os indianos provenientes de outros estados.
A extensão da costa goesa é grande e praias como Vagator,
Colva, Baga e Calangute são maravilhosas. A areia fina e as
palmeiras conferem-lhe um toque especial e o pôr-do-sol é
lindíssimo!
Mas para além de tudo isto, quem pode ficar indiferente à
gastronomia? Em casa de familiares fui bem ‘mimada’ com pratos
muito saborosos confeccionados com leite de côco natural que,
sem dúvida, dá um melhor sabor! As apas, o biryani, o chacuti
e todos os tipos de caril. Sem falar das sobremesas, claro...
e é de salientar que estávamos na época natalícia!
As festas em Goa são um fenómeno social interessante. Para
além do Natal e do Ano Novo, pude assistir a um casamento e a
uma festa de noivado. São cerimónias bem alegres e
inesquecíveis! As festas religiosas de São Francisco e de
Santo Estêvão também são bastante interessantes onde se pode
confirmar o fervor e a devoção dos goeses cristãos.
Há na rua uma
imensidão de cores que trazem alegria a quem passa e não está
habituado a este frenesim de cores! Os vestidos das senhoras,
as barraquinhas que vendem pulseiras, os mercados apinhados de
gente e dos mais variados tipos de produtos.
De um modo geral, encontrei sempre pessoas acolhedoras e muito
amáveis. Mesmo não me conhecendo antes, foram muito prestáveis
e fizeram com que me sentisse em casa. Dão-nos o melhor que
têm.
As casas que tive oportunidade de frequentar são muito
bonitas, de estilo apalaçado e com mobiliário antigo. Para
mim, todas estas coisas eram uma novidade!
Goa tem uma baixa densidade populacional e um alto nível de
educação. É um dos estados com menor taxa de analfabetismo e
em que se verifica uma maior igualdade entre homem e mulher...
resumindo... todos factores que a tornam apetecível!
E, no final, que dificuldade para regressar! Ficou um
saudosismo...que todos tão bem conhecem! E a promessa a mim
mesma que logo que puder...hei-de voltar!

Ana Carina Lobo Henriques
POESIA DA NOSSA TERRA
AMCHEA
GANVCHI KOVITA
O
autor do poema que segue é sócio da Casa de Goa e frequentou o
nosso Curso Prático da Língua Concani concluido em 18.06.2003
(Hê kovitecho boroupi “Casa de Goa” hacho vangddi ani
tannem amchea 18.06.2003 tarkêr somplelea Konknni Bhaxechea
Chaltea Kursant vantto ghetla)
Maim-Bhas
Konknni
Willie da Cunha
Portugalak ailear maka zalet mhoine sabar,
Khoxi zalom aikun asat mhunn hanga ghanv-bhav Goenkar.
Aunddetalom ulounk konknni sobemazar
Punn kotta, he aundde moje sokla poddle khoddpar.
Casa de Goa
vortouta êk “Centro” Goenkarancho,
Thoinsôr disti poddta khorench ekvôtt bhavbhoinnancho.
Vavurtat vôir dovorunk nanv amchea maim-desacho,
Punn ulouncho aikunk ieta fokot avaz purtugêz bhaxecho.
Amchê maim-bhaxêk aiz pasun konnem jivi dovorlea bhavamnim
Hoi, team padrinim, toxich potramnim, têch porim
tiatristamnim.
Tika mannkam-motiamnim gunthun dovorlea gorib Goenkaramnim,
Zaite xiknnar toxech girêst somzotat ki kochro mhunn Konknni.
Nodor ami marlear amcheam Hindu bhurgeanchêr
Kitli khuxalkai dista aikon Konknni khell’leli tancheam
ontthanchêr;
Dusrê bhaxechem varem matui lago-na tancheam chintnanchêr,
Dekhun aiz Goeam asat te vhoddleam vhoddleam suatinchêr.
Vavrum-ia bhavamnô ulounk amchi maim-bhas
Karann ami vortoutanv mhunnon ami Goenkar khas.
Jorge de Abreu Noronha fuddem sorla diunk vêll tacho
Sarkeam aitteamnim xikounk amkam Konknni bhas.
Fokot adar zai tumcho, Goenkar bhavancho,
Dakoiat Konknni bhaxêk tumcho moipas.
Konknni gitam, mandde, loknach ghoddun haddunk
Fuddem
sorlet thodde bhav ani bhoinnim.
“Ekvât” hem tanchem nanv aiz famad Goenkaram modem
Portugalak, Inglaterrak, Kanadak ani ieram desamnim.
Aikon tanchim gitam sontôs bhogta Goenkar kallzamnim,
Viva Casa-de-Goachea “Ekvât” Grupacheam vangddeank,
Je aiz khup vavurtat vakhannunk ani samballunk
Amchi apurbaiechi maim-bhas Konknni
Língua-Mãe Concani
Willie da Cunha
Vim p’ra Portugal faz já vários meses,
Alegrou-me saber da presença de irmãos goeses.
Ansiava eu o concani em público falar
Mas ai, por terra caiu esse meu anelar.
Casa de Goa é dos goeses um centro,
Sente-se uma vera união fraterna lá dentro.
Trabalha-se para o nome da terra ao alto guindar,
Mas infelizmente apenas o português se ouve falar.
Quem até hoje a nossa língua manteve viva e ardente
Foram os padres, os jornais e do teatro a gente.
Em rubis e pérolas os goeses pobres a engastaram
Mas os literatos e os ricos a enjeitaram.
Se para os meninos hindus volvermos o nosso olhar,
Que alegres ficamos vendo o concani nos seus lábios a
bailar;
Não há vento doutra língua a soprar no seu pensar,
Por isso hoje vemos hindus em Goa altos cargos ocupar.
Esforcemo-nos, irmãos, por a língua-mãe falarmos
E goeses de pura gema nos mostrarmos.
Jorge de Abreu Noronha o seu tempo está a doar
Para o concani em moldes correctos nos ensinar.
O que agora se deseja de cada goês irmão
É que mostre p’lo nosso idioma a sua afeição.
Canções, mandés e danças do nosso folclore
Alguns dos nossos irmãos em forma andam a pôr.
Hoje o seu nome “Ekvât” entre goeses merece loa
Em Portugal, Inglaterra, Canadá e outras nações
Onde ouvir suas cantigas alegra os corações.
Um “viva” ao grupo “Ekvât” da Casa de Goa
Que tanto labora p’la glória e conservação
Da língua concani da nossa estimação.Je aiz khup vavurtat
vakhannunk ani samballunk
Amchi apurbaiechi maim-bhas Konknni.
Traduções livres, rimadas, de Jorge de Abreu Noronha
ENTRE NÓS
AMCHÊ MODEM
URBANIZAÇÕES EM GOA
I
am planning to develop a
12000 sq. meter property at Assagão (alta) into exclusive plots
of aprox. 600 sq. meters each, (total 15 nos.) on a basis of a
"village theme" on staggered placement basis, where owners will
have the choice of their own floor plans & designs of the
individual bungalows in the assigned plots. The property will
have a trespass proof high external perimeter laterite fencing
wall. Each plot will be segregated by a 3 meter side road and a
6 meter front ring-road with street lights and grated gutters.
The project will have total infrastructure i.e. individual
water/power connections, ample general parking space, individual
septic tanks/soak pits, fresh water sump tank, landscaping and
greening with new planned plantation, own well, a club house
with a tennis court, 24 hour security, in-house plumber/handyman
services, efficient garbage clearance/treatment and property
upkeep facility. Rainwater harvesting will also be incorporated
within the village complex with a possibility of a mini swimming
pool. The eco-friendly Goan ambience, minimum
maintenance-quality construction of the individual units will be
undertaken by our company with our own architect for custom
designing of bungalows. The owners will have varied maintenance
plans available to choose from for the upkeep of their
individual properties.
At anytime given time, the
village complex will be impeccably maintained.
Kindly
direct queries privately to floriano at
hobcraft@sancharnet.in
***
Patrimónios Mundiais com selo Português
em quatro continentes
por JORGE M.
MARTINS
A
empresa "CTT Correios de Portugal" editou agora este magnífico
livro da autoria de Jorge M. Martins. Os dois últimos capítulos
são dedicados à Ásia: (a)
Cidade Velha e Fortes de Gale,
Sri Lanka e (b)
Igrejas e Conventos de Velha
Goa, Índia. A palavra "selo" tem aqui duplo
sentido: por um lado, a estampilha postal e, por outro, a marca
ou chancela portuguesa. Transcrevemos, em
anexo, o último capítulo, indicando também as ilustrações que
acompanham o texto.
Páginas 164 a 169
GOA
ANTIGA CAPITAL DAS ÍNDIAS PORTUGUESAS,
ROMA DO ORIENTE
Finalmente, Goa ocupa
um destacado lugar no imaginário popular pois os 451 anos de
presença portuguesa no território (de 1510 a 1961) deixaram um
importante legado cultural, cujas principais marcas são a língua
portuguesa e o património arquitectónico.
Descrevendo o património mundial de Velha Goa, situado na parte
nascente da ilha de Goa, o justificativo da UNESCO informa:
“Antiga capital das Índias portuguesas, Goa conservou um
conjunto de igrejas e conventos que ilustram a actividade dos
missionários na Ásia, em particular a Igreja do Bom Jesus, onde
se encontra o túmulo de São Francisco Xavier, evangelizador da
Índia e do Japão. Estes monumentos exerceram influência em todos
os países de missão da Ásia (Padroado Português do Oriente),
difundindo os modelos da arte manuelina, do maneirismo e do
barroco”.
Mas no
coração deste paraíso multicultural que é Goa e em especial no
imponente espaço arqueológico de Velha Goa, encontram-se, além
da famosa Basílica do Bom Jesus, vários monumentos que já em
1932 haviam sido classificados pelas autoridades portuguesas.
Entre eles, a Igreja de São Francisco de Assis, com o seu belo
portal manuelino e a exuberante decoração de talha dourada e
pinturas murais; a Sé Catedral, em estilo maneirista, uma das
maiores igrejas de toda a Ásia; o Convento de Santa Mónica, com
azulejos seiscentistas, onde está instalado o Museu de Arte
Sacra; as ruínas da Igreja de Nossa Senhora da Graça, do
Convento da Cruz dos Milagres e do célebre Colégio de São Paulo
(que foi a primeira universidade da Ásia); as capelas
quinhentistas de Santa Catarina, de Nossa Senhora do Rosário e
de Nossa Senhora do Monte, esta recentemente restaurada pela
Fundação Oriente.
Com uma população que no século XVI igualava Londres ou Lisboa,
a cidade de Goa foi uma das grandes metrópoles mundiais e era
considerada Roma do Oriente.
Para
além das vicissitudes políticas e religiosas, continua a ser um
dos locais míticos dessa herança cultural comum, criada por
indianos e portugueses, a que vulgarmente se chama a cultura
indo-portuguesa. Como escreve Adelino Rodrigues da Costa, da
Fundação Oriente, em Goa “não encontramos apenas um passado
histórico e um património arquitectónico escepcionais, mas
também uma sociedade afirmativa, esclarecida e orgulhosa da sua
goanidade, que cada vez mais retoma e cultiva a sua herança
cultural portuguesa”.
Ilustrações a cores que acompanham o texto:
·
Igreja
de São Caetano (na realidade, da Divina Providência), com os
dizeres: Goa conservou um conjunto de igrejas e conventos, como
o de São Caetano, que ilustram a actividade dos
missionários na Ásia
·
Estátua
de um santo (que parece ser de São Pedro) com um livro aberto na
mão direita e uma chave na mão esquerda
·
Selos
das emissões portuguesas Arco dos Vice-Reis, Estado da Índia
(9 RS), 1946, 4º Centenário da Morte de S. Francisco Xavier,
Portugal (3,50 Escudos), 1952 e 450º Aniversário da
Fundação do Estado da Índia ostentando mapa da velha cidade
de Goa (1 Rupia), 1955
·
Basílica do Bom Jesus,
onde se encontra o túmulo de S. Francisco Xavier, evangelizador
da Índia e do Japão
·
Selo da
emissão portuguesa 4º Centenário da Morte de S. Francisco
Xavier – O Túmulo de S. Francisco Xavier, Índia Portuguesa
(5 tgs.), 1952 e selo da emissão indiana St. Francis Xavier,
1506-1552 (25 P), 1976
·
Igreja
de Sto. Aleixo, Curtorim, com o cruzeiro e o lago à fente, e
busto de uma rapariga hindu vestida de sari laranja estampado e
“choli” também laranja. Tem ao lado os dizeres: “Com uma
população que no éculo XVI igualava Londres, a Cidade de Goa
foi uma das grandes metrópoles mundiais e era considerada a Roma
do Oriente”.
·
Selos
da emissão portuguesa (3º grupo) 500 Anos da Descoberta do
Caminho Marítimo para a Índia – O Piloto Ibn Madjid e Vasco
da Gama (50$), Tempestade no Índico (80$), A Chegada a Calcut
(100$), Encontro de Vasco da Gama com o Samorim de Calcut
(140$), 1967
N O T
A:
No fundo da
página 171
[página onde vêm explicados os “Critérios para a classificação
dos bens Culturais (C)” e os “Critérios para a classificação dos
bens Naturais (N)” e é dada a Bibliografia consultada] aparece,
curiosamente
uma
cruz que apresenta bastantes semelhanças com a cruz que, na
relíquia arqueológica encontrada em Agaçaim, está no topo
superior da “Cruz de São Tomé”, mas sem a suástica no seu centro
(Jorge de Abreu Noronha).
***
Associativismo e Imigração: A Associação Casa de Goa em Lisboa
A
Chiara Xodo terminou o seu estágio na Casa de Goa com uma
pequena monografia, em que analisa o universo dos sócios
fundadores e efectivos, estabelecendo uma comparação entre esse
universo hoje e em 1994, dedica um capítulo às actividades,
objectivos e finalidades da Associação e outro às relações com o
país de origem.
Esta monografia está
disponível para consulta no Centro de Documentação.
Deixou um
agradecimento a todos os sócios que lhe deram a sua colaboração,
respondendo a perguntas e transmitindo informação valiosa para o
seu estudo.
***
www.goadesc.org
Recebemos
informação do Goa Desc Resource Centre sobre o seu novo website,
contendo a única base de dados electrónica que acumulou, ao
longo dos anos, para cima de 12.000 artigos. Está em curso o
processo de aperfeiçoamento do motor de busca, para tornar o
acesso e a consulta mais simples.
Também estão
disponíveis no
www.goadesc.org as sinopses de 70 sessões do Friday
Balcão, permitindo ao leitor atento aperceber-se da forma
como os Goeses em Goa enfrentam diversas questões.
O site contém, ainda,
documentação detalhada sobre o dharna da água organizado
por GOACAN e outras informações.
O conteúdo do site
está em construção e os seus gestores agradecem propostas e
sugestões de melhoria.
***
Goa Sudharop Community Development Inc.
Na
linha do reforço do relacionamento com associações da diáspora
congéneres à Casa de Goa, divulgamos, junto com este Boletim, a
Newsletter da GSCD, de quem já falamos nos Boletins da Casa de
Goa de Jan/Fev e de Set/Out
2002, a propósito do International Goan Health Project e de
outros projectos em curso. A GSCD vem desenvolvendo um conjunto
de iniciativas em Goa, na área da educação, da saúde, das
tecnologias de informação, do artesanato e do reforço da
intervenção da sociedade civil na defesa dos direitos dos
cidadãos.
Para mais
informações, deverão fazer o favor de consultar o site
www.goasudharop.org
***
Visita Guiada ao Museu Nacional de Arte Antiga
Em
mais um passeio organizado pela Casa de Goa de encontro com a
cultura, no dia 21|06|03, sentiu-se uma alegria a pairar no ar:
o reencontro de conhecidos de outros passeios, de amigos, de
familiares.
Foi uma surpresa para
a Dra. Alexandra Markl, que nos iria guiar a visita ao Museu, o
grande número de pessoas que compareceram, tendo de conduzir a
visita e limitá-la ao tema A rota das viagens. Ainda no
átrio a Dra. Alexandra falou-nos do edifício do Museu Nacional
de Arte Antiga, palácio do séc. XVII, dos condes de Alvor,
mandado construir pelo 1º conde de Alvor, D. Francisco de
Távora, e que foi adquirido pelo Estado em 1884 para organizar o
“Museu Nacional de Bellas Artes e Archeologia”. Em 1910 passa a
ter o nome actual.
Subindo as longas
escadarias deparou-se-nos de cada lado, já no 1º andar, duas
grandes pinturas, a Vista de Lisboa (séc. XVII) e a
Vista de Goa (séc. XVII). Foi grande o entusiasmo de todos a
quererem encontrar locais e pontos de referência quer de Lisboa,
quer de Goa.
A
secção dedicada ao Japão é representada pelos biombos da arte
Namban (séc. XVI), que afiguram o desembarque dos mercadores
portugueses. As outras secções são compreendidas por porcelanas
chinesas e portuguesas; preciosidades de origem africana e
indiana, designadamente copos e caixas em marfim ou em
tartaruga; cálices em prata, ouro e casca de coco com cercaduras
em prata; móveis indo-portugueses em madeiras exóticas com
embutidos em marfim, dos quais sobressai o Contador Mogol
(armário com várias gavetas, decoradas com figuras humanas,
animais, pássaros, e cuja linha de base alude a uma cena de caça
com figuras de portugueses a cavalo).
Entre as belas peças de ourivesaria, apreciámos o esplendor da
Custódia de Belém (1506), atribuída a Gil Vicente,
ourives do reino e dramaturgo, mandada lavrar por D. Manuel I
com o ouro de Quiloa, para ser oferecida ao Mosteiro de Sta.
Maria de Belém. A custódia é constituída por uma base oblonga de
seis partes decoradas em alto relevo e contornadas por um friso.
A haste decorada com as esferas armilares (divisa do monarca), e
com luxuriante folhagem, suporta no centro da peça o hostiário
cilíndrico em vidro, tendo os 12 apóstolos em seu redor e dois
esguios pilares laterais com pequenas figuras de anjos músicos.
Entre os apóstolos opõem-se as figuras da Virgem Maria com manto
esverdeado e do Anjo da Anunciação com asas vermelhas. Sobre o
hostiário assenta uma alta cúpula do Gótico final, unindo-se aos
dois pilares por arcobotantes. Devido à transparência do
hostiário em vidro tem-se a impressão de que a cúpula se ergue
no ar apoiada apenas pelos finos arcobotantes. A cúpula abriga
no primeiro andar a pomba branca do Espírito Santo e no segundo
a figura de Deus-Pai. O amarelo vivo do ouro faz sobressair o
brilho dos esmaltes coloridos que parecem pedras preciosas.
Por sua vez, entre as várias peças de pintura, a Dra. Alexandra
Markl realçou o conjunto dos seis Painéis de S. Vicente
(séc. XV), atribuídos a Nuno Gonçalves, pintor régio de D.
Afonso V. Estes painéis são pinturas a óleo sobre madeira de
carvalho, que envolvem um mistério, uma aura, uma polémica, não
apenas relativa à atribuição da autoria, mas também à narração
pictórica, onde o povo português, uma parede de rostos graves,
cujos nomes nos são desconhecidos, presta homenagem ao padroeiro
S. Vicente: esta obra única, de retrato colectivo, não teve
continuidade, nem em Portugal, nem na Flandres, Holanda e
Itália. Aparece totalmente isolado, sem seguidores.
A
visita terminou ao fim da manhã com um apetecido almoço no
jardim do palácio, acompanhado de uma bonita vista sobre o rio
Tejo, e que deixou o desejo de voltar numa outra oportunidade.
Maria Sampaio
***
Pagamento
de quotas
Na
sequência da informação divulgada no último Boletim, está em
curso a revisão do ficheiro de sócios para constituição de uma
base de dados actualizada.
Conforme alteração
estatutária deliberada na Assembleia Geral de 25 de Janeiro do
corrente ano (§ único do artigo 14º dos Estatutos), os sócios
com quotas em atraso poderão manter o mesmo número e qualidade
de sócio desde que efectuem o pagamento das quotas
correspondentes a dois anos, mais a jóia, no valor de 97 € (36 €
/ano e 25 € de Jóia). A este montante acresce o valor de 36 €,
referente à quota de 2003, pelo que o montante em dívida, nesta
modalidade, é de 133 €.
As formas de
pagamento são:
q
Em
dinheiro ou cheque. Directamente na Secretaria ou pelo Correio.
Os cheques devem ser passados em nome de Casa de Goa.
q
Vale de
Correio.
q
Transferência Bancária para a conta da Casa de Goa NIB: 0033
000045218642194 05 (peça
no seu banco, para inserir comentário: o seu nome e nº de sócio)
A todos os sócios com
quotas em atraso foi escrita um carta com indicação do montante
em dívida e da decisão da Assembleia Geral acima referida. No
sentido de facilitar o pagamento por cheque, foi, ainda, enviado
um envelope com porte pago, solicitando resposta até o dia 30 de
Setembro. Nos termos do artigo 6º, nº1. c) do Regulamento
Interno aprovado na mesma Assembleia Geral, a Direcção terá de
considerar perdida a qualidade de Sócio das pessoas que até essa
data não tiverem manifestado vontade de aproveitar esta
oportunidade
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VAI
ACONTECER NA CASA
DE GOA
AMCHEÔ FUDDLEÔ
GHODDNIÔ...
27
de Setembro / 9.00 horas
Um outro olhar sobre Lisboa
Núcleo Histórico de Carnide e Feira da Luz
Com
a colaboração da Junta de Freguesia de Carnide, um outro olhar
sobre Lisboa debruça-se sobre a freguesia de Carnide, neste mês
de Setembro em que a mesma está em festa, em louvor à sua
padroeira.
Iremos deambular pelas ruas estreitas à volta do coreto, pelas
azinhagas de bons ares, por onde passearam reis e princesas e
pela feira da Luz - uma das feiras mais conhecidas de Lisboa -
culminando com uma visita à histórica Igreja e à fonte milagrosa
da Senhora da Luz.
O
almoço (arroz de cherne e carne de porco à portuguesa) está
“apalavrado” para o Paço de Carnide.
O
ponto de encontro é à frente da Junta de Freguesia de Carnide
(Largo das Pimenteiras, ao pé da Igreja) às 9.00 horas.
Tratando-se do fim de semana da Festa da Senhora da Luz, há
muitas actividades em paralelo e, por isso, temos de iniciar o
passeio mais cedo do que tem sido habitual nos anteriores. Há
lugar para arrumar os carros nas redondezas.
As
inscrições (15€ por pessoa), deverão ser feitas na Casa de Goa,
até o dia 23 de Setembro.
***
2
de Outubro / 18.00 horas
Cores da Índia – Um olhar sobre a obra de Charles
Correa
Exposição de fotografia de Fabienne Louyot
A
Casa de Goa e a Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Sul vão
promover, no Museu da Casa de Goa, uma exposição de fotografia
da Arquitecta Fabienne Louyot sobre a obra de Charles Correa, o
arquitecto goês bem conhecido pelo seu extraordinário percurso
profissional.
A
exposição, que estará patente ao público, até 26 de Outubro, de
terça a domingo, das 12.00 às 20.00 horas, será inaugurada no
dia 2 de Outubro, às 18.00 horas, com a presença de
representantes das entidades promotoras e dos patrocinadores
institucionais (Embaixada da Índia, Fundação Aga Khan e Fundação
Oriente) e uma mostra de folclore do Rajasthan, pelo Children’s
Folklore Group do Rupayan Sansthan, Instituto de Folclore
do Estado de Rajasthan. É um grupo composto por 10 elementos,
entre os 15 e os 26 anos, das comunidades étnicas Langa e
Manganiar, que vivem no deserto de Thar e executam música
tradicional semi-clássica. Entre os instrumentos de
acompanhamento, os Langa utilizam o Sindhi Sarang
e os Manganiars o Kamaicha (ambos instrumentos de
corda), bem como instrumentos de percussão.
Durante o período da exposição, haverá vários eventos paralelos.
-
Visita ao espaço da Casa de Goa, guiada pelo Arquitecto Duarte
Nuno Simões, autor do projecto, 8 de Outubro /15.00 h
rojecção do filme documentário A Dama de Chandor, de Catarina
Mourã, seguida de um debate com a realizadora, 23 de Outubro,
18.30h.
***
Conversas ao Balcão
21
de Outubro / 18.30 horas
Tema:
Que futuro na cooperação entre a Universidade de Goa e as
Universidades Portuguesas?
Palestrante:
Profª. Drª. Graça Leão Fernandes, Professora do Instituto
Superior de Economia e Gestão (ISEG)
8
de Novembro / 17 horas
Sessão de homenagem ao Maestro António de
Figueiredo
Comemora-se
este ano o 100º aniversário do nascimento do Professor e Maestro
António Figueiredo, figura conhecida e estimada por toda a
comunidade goesa.
Primeiro maestro goês formado na Europa, nos conservatórios de
Lisboa e Paris, foi professor de Canto Coral no Liceu Nacional
Afonso de Albuquerque, onde organizou e dirigiu o Orfeão e a
Tuna e fundou e dirigiu a Orquestra Sinfónica de Goa e a
Academia de Música de Goa para o ensino da música clássica
ocidental.
Deixou numerosas composições e arranjos musicais e alguns mandé.
No
dia 4 de Novembro é o 22º aniversário da sua morte. Por ser um
dia útil, propomo-nos realizar, nas instalações da Casa de Goa,
uma sessão em sua homenagem no Sábado, dia 8 de Novembro, a
partir das 17.00 horas
Pensamos que é da maior oportunidade a realização desta
homenagem não só porque o Maestro Figueiredo é um símbolo da
identidade goesa, mas também porque o seu percurso de vida e na
música é um elemento congregador dos goeses em Goa e na
diáspora.
Assim, gostaríamos de convidar as pessoas que o conheceram ou
que, de alguma forma, estiveram ou estão ligadas à sua obra, a
apresentarem, na sessão, um breve apontamento sobre os aspectos
que desejam realçar na vida e na trajectória profissional do
Maestro.
Através de um dos seus filhos, Gabriel de Figueiredo, temos, em
nosso poder, algumas das suas composições musicais. Seria uma
homenagem condigna se as mesmas fossem interpretadas por um
grande coro de goeses. Por isso, solicitamos que todas as
pessoas interessadas em homenagear o Maestro por palavras e por
música, manifestem esse interesse junto da Secretaria da Casa de
Goa.
DIA DE GOA, DAMÃO E DIU COMEMORADO NOS PRÓXIMOS DIAS 18, 19 E 20
DE SETEMBRO
(Para conhecer o programa, consulte o panfleto anexo a este
boletim)
O
Dia de Goa, Damão e Diu será comemorado pelo terceiro ano
consecutivo, em Lisboa. No dia 20 de Agosto de 1992 o
Parlamento indiano reconheceu o Concani como língua oficial e de
pleno direito incluindo-a no 8º anexo da Constituição da Índia.
Esta data serve desde 1999 como motivo principal para a
celebração do “World Goa Day” (Dia Mundial de Goa) um pouco por
todo o mundo, em dezenas de países onde se encontra estabelecida
a diáspora goesa. O dinamizador deste evento é coordenador geral
do World Goa Day, Rene Barreto, estabelecido em Londres e que
gere o site principal www.goaday.com.
Em
Portugal este evento é comemorado desde 2001, por
iniciativa do site Supergoa.com. Nesse ano, a 20 de Agosto,
juntaram-se quase uma centena de pessoas para dar início a uma
longa caminhada e realizar os objectivos propostos por Rene
Barreto, nomeadamente uma maior união e solidariedade entre as
comunidades goesas. Especificamente, desde 2002, e por
deliberação unânime das associações que integram a Comissão
Organizadora, adoptou-se o nome “Dia de Goa, Damão e Diu” para
identificar os festejos deste evento em Portugal.
Depois do sucesso do ano passado, em que no pico de Agosto se
reuniram durante as comemorações de três dias quase um milhar de
participantes - incluindo um memorável espectáculo de danças e
cantares de Goa, Damão e Diu no Teatro da Trindade - a Comissão
Organizadora espera voltar a promover os três objectivos
principais desta comemoração: reforçar os laços que nos unem
como comunidade, apresentar a Portugal a rica identidade de Goa,
Damão e Diu, bem como passar o testemunho e cativar o interesse
dos mais jovens.
A
Comissão Organizadora é composta por representantes de
todas as associações indo-portuguesas em Portugal: Prof. Doutor
Domingos Xavier Viegas (Associação Cultural de Amigos de Goa,
Damão e Diu), Padre António Colimão (Associação
Fraternidade Damão-Diu e Simpatizantes), Sr. Valentim
Mascarenhas (Associação Recreativa e Cultural Indo-Portuguesa
- ARCIP), Dr. Viterbo Rego (Casa de Goa), Doutor
Filipe Monteiro (Suryá, Movimento Cultural e Ecológico de Goa),
Constantino Hermanns Xavier (coordenador do World Goa Day em
Portugal) e Eng. Hernâni Mourão (co-fundador das
comemorações).
Contacto do
Secretariado do
Dia de Goa, Damão e Diu 2003:
R. do Clube s/n,
Rogel,
2665-412 Malveira,
Tel: 21 986 12
73,
Fax: 21 966 85 89,
TM: 91 866 60 88,
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