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MARAVILHA As Bavinas
Cada pagode tem um determinado numero de bottos empregados no serviço do culto, que é feito a horas estabelecidas tanto de manhã como á noite. Os bottos, em paga do seu serviço, possuem terras denominadas deussuns, ou recebem certas renda á custa dos fundos do pagode, ou dos instituidores, se este não tem rendimento proprio. Para as procissões, que quasi sempre têem as calavontes, e os bazanterys, cabendo a estes a obrigação de tocar a rabana (musica gentilica) tres vezes por dia, a primeiro ao romper d'alva, a segunda ou meio dia, e a terceira ao pôr do sol. As bavinas e calavontes têem diversos mistéres: as primeiras não dansam, e, em geral, conservam toda a vida a sua virgindade, e as segundas dansam em todas as festividades gentilicas, sempre duas a duas, e face a face. A musica que as acompanha em seus canticos consiste nos simples sons desferidos de um intrumento, chamado serungui com acompanhamento de pequenos tambores cylindricos ou murdangos, e de táles ou pratos de metal. No fim de cada dansa todas as dansarinas se voltam para o idolo com as mãos erguidas para o adorarem, fazendo os mesmos movimentos e gestos. As calavontes são mais conhecidas pelo nome de bailadeiras, que lhes deram os primeiros portuguezes, que vieram á India. Recebem a mesma educacão que as bavinas, mas não são como estas exclusivamente consagradas ao serviço dos templos. Dedicam-se tambem a dansar e cantar em festividades publicas e particulares, tanto religiosas como profanas, e ao mistér de rameiras. (A INDIA PORTUGUEZA por A. LOPES MENDES, 1886).
Provérbios do Mês S. Miguel passado manda o ano come o criado. S. Miguel das uvas, tarde vens e pouco duras. Se duas vezes vieras no ano, não estivera com amo. Quem se aleja pelo S. Miguel não sai fora quando quer. Provérbios sobre Medicina Dietar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer. Faze da noite, noite e do dia, dia, viverás com alegria. Mais mata a grila do que o bala. Usa sempre cobertor quer faça frio our calor. A gota é mal de rico; cura-se com cautela no bico. (Coutesy: O Almanaque do Porto) |